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14 abril 2015

7 Maneiras Fáceis para Evitar ser Hackeado

Tecnicamente, tudo o que se conecta à Internet pode ser hackeado. Mas há várias coisas que você pode fazer para proteger a si e a seus dados de um ciberataque.
Aqui estão algumas dicas que irão mitigar o risco de ter seus dados pessoais roubados.

1. Desconfie de e-mails

Uma enorme quantia de ataques cibernéticos é lançada por meio de simples campanhas de e-mail maliciosos. E-mail é uma maravilhosa plataforma de comunicação, pois você pode enviar qualquer coisa a qualquer um, mas isso significa que também pode ser um enorme risco de segurança. Phishing, por exemplo, envia e-mails aparentemente inócuos que irão levar as vítimas a visitarem sites falsos, pedindo para atualizar suas informações pessoais.
A melhor maneira de evitar ser enganado por e-mails falsos é apenas se certificar de que o remetente é quem você pensa que é. Verifique o endereço do e-mail para ver se ele combina com o site de onde você pensa que ele se origina. Para ser mais cauteloso, você pode verificar o endereço IP do remetente.
Você pode fazer isso procurando as informações de origem do e-mail e localizando o endereço IP, que se segue à linha "Recebido: de". Você, então, pode procurar no Google o endereço IP para identificar a origem do e-mail. Aqui está uma boa cartilha para se encontrar endereços IP em e-mails.

2. Verifique os locais dos links

Mensagens de desconhecidos costumam conter links para sites desconhecidos. Navegar em um site misterioso pode trazer consequências indesejadas. Por um lado, ele pode imitar um site que você conhece e confia, o que o ajuda a se tornar vítima de uma tentativa de phishing. Por outro lado, ele pode ser um site inseguro, infectado com software malicioso.
Se você está tentado a clicar em um desses links, é melhor você saber exatamente para onde ele o está levando. A melhor maneira é copiar e colar o link no local um novo navegador, para ver que site está do outro lado do link. Se for um link encurtado, você pode usar ferramentas como o URL X-ray, a fim de descobrir o verdadeiro destino de um link antes de você clicar nele.
Além disso, os sites criptografados são normalmente os mais seguros para se visitar. Você sabe que eles são seguros quando você vê HTTPS na URL e o ícone de um cadeado verde e fechado no seu navegador.

3. Nunca abra anexos (a menos que você tenha certeza da origem)

Uma boa regra a seguir é nunca abrir anexos, a menos que você esteja com 120% de certeza de onde eles vieram. Uma das maneiras mais fáceis para os hackers baixarem códigos maliciosos nos computadores das vítimas é através do envio de e-mails com arquivos contendo vírus ou trojans.
Uma forma frequente das empresas serem hackeadas é por meio de um funcionário desavisado que baixa (faz download de) software malicioso que se infiltra em toda a rede corporativa. Os tipos de arquivos mais perigosos são Word, PDFs e com extensão executável, como os .EXEs.

4. Use a autenticação de dois fatores

Com as maiores empresas sendo hackeadas, a probabilidade de que sua senha seja vazada aumenta. Uma vez que os hackers tenham obtido senhas, eles tentam descobrir que contas pessoais na Internet eles podem acessar com os dados que roubaram.
A autenticação de dois fatores - que exige que os usuários não só digitem uma senha, mas também confirmem entrando com outro item, como um código transmitido por mensagem (SMS) a um telefone - é uma boa maneira de se parar os atacantes que roubam suas senhas. Mais empresas estão tornando-se padrão para iniciar a sessão.
Uma plataforma para comunicação de equipes, chamada Slack, por exemplo, instituiu a autenticação em duas etapas, uma vez que sofreu uma recente violação de dados. Isso significa que, se os hackers roubarem dados de algum usuário da plataforma Slack, ainda assim muito provavelmente não serão capazes de entrar em uma conta de usuário, a menos que eles tenham acesso a outro item pessoal que pertença ao usuário, como um telefone. Se a autenticação de dois fatores for uma opção disponível para proteger suas contas na Internet, é sábio escolhê-la.

5. Utilize senhas poderosas

Esta pode ser a dica mais óbvia, mas ainda assim é negligenciada. Uma senha forte inclui letras maiúsculas, minúsculas, números, pontuação e linguagem sem nexo. Não faça na senha nenhuma referência pessoal, e não armazene uma lista de senhas salvas em um arquivo.
Mais importante ainda, não use a mesma senha para várias contas.
Há algumas grandes ferramentas, como o LastPass e 1Password, que armazenam senhas de forma segura. Além disso, é crucial alterar suas senhas com frequência - especialmente as de contas vulneráveis, como as de e-mail e bancárias.

6. Tenha cuidado com a nuvem

Aqui está uma boa regra de ouro - se você não quer que as pessoas acessem sua informação, não a compartilhe. Isso inclui o armazenamento em nuvem. Não importa o quão segura uma plataforma diz que é, você deve ter em mente que você está dando sua informação a alguém para cuidar. Embora esteja no melhor dos interesses da empresa que a recebe mantê-la segura, muitos especialistas em privacidade sustentam que, para qualquer coisa que você colocar on-line, existe a chance dela ser publicada online.
Isto significa que você não deva armazenar qualquer coisa na nuvem? Não necessariamente, mesmo porque tudo está caminhando para a nuvem. Até a década de 2020, o termo computação em nuvem pode ficar redundante, pois tudo deverá estar mesmo na nuvem. É apenas útil manter-se a par de onde os arquivos sensíveis estão indo. E é muito importante conhecer as práticas de seu provedor de armazenamento em nuvem. Por exemplo, se ele segue as boas práticas recomendadas pela Cloud Security Alliance - CSA.
Além disso, certifique-se de que, se você excluir arquivos em seu computador ou smartphone, eles também sejam excluídos em todos os backups que você tenha feito na nuvem.

7. Em Wi-Fi pública? Não compartilhe dados pessoais

Pensando em comprar o bilhete de avião ou verificar sua conta bancária ao sentar-se em uma cafeteria? Você pode querer pensar duas vezes sobre isto, se não tiver ideia do quanto essa conexão é segura.
mesmo vale para locais como hotéis e centros de conferência. Pesquisadores de segurança recentemente descobriram uma vulnerabilidade que torna o tráfego Wi-Fi em alguns dos maiores hotéis do mundo vulnerável a ataques. Não há nenhuma maneira de um indivíduo saber se isto está acontecendo, por isso é melhor ser bastante criterioso com o local de onde você está navegando.
Se você precisa mesmo acessar informações privadas enquanto estiver navegando nestas redes, seria bom usar ferramentas como redes privadas virtuais (VPNs), que criptografam o tráfego para que a rede Wi-Fi não possa enxergar onde você está navegando. Ou, ainda melhor, basta configurar um hotspot usando seu smartphone com rede de dados móveis.


Por: Paulo Pagliusi, Ph.D., CISM
CEO da MPSafe CyberSecurity & CounterEspionage
Vice-Presidente da ISACA Rio e da Cloud Security Alliance - CSA Brasil

02 abril 2015

Segurança de Dispositivos Móveis – 4 Dicas sobre Como proteger Smartphones & Tablets

Destaca-se que o crescente aumento nas vendas de dispositivos móveis atraiu cibercriminosos e levou à criação de mais de 50 milhões de novas ameaças. O Android, sistema operacional do Google, concentra quase 80% das ameaças criadas para dispositivos móveis. Cuidados simples, antes de acessar um link ou instalar um app, podem evitar a maioria das infecções.
Na coluna anterior, foi descrita a ciberespionagem global e a necessidade de inovação na cibersegurança, em seu conceito mais holístico e estratégico, evitando as armadilhas dos pontos cegos nas corporações. Neste artigo, abordaremos um tema comum ao nosso cotidiano: a segurança de dispositivos móveis, categoria que inclui desde smartphones até tablets.
Há dois anos, a tecnologia móvel se consolidou de vez no Brasil. Segundo pesquisa da consultoria Morgan Stanley, as vendas somadas de smartphones e tablets em 2013 superaram pela primeira vez a de PCs e notebooks, e os tablets se tornaram o segundo tipo de computador mais popular do País, ultrapassando os desktops (PCs). Mas apesar de trazerem avanços, os dispositivos móveis não conseguiram evitar problemas que há anos atormentam os usuários de PCs: os vírus e os chamados malwares (softwares maliciosos).
Desde então, as principais empresas de segurança emitiram alerta sobre o crescimento do número de ameaças. A McAfee advertiu que, nos primeiros nove meses de 2013, o número de novos códigos maliciosos cresceu 50 milhões, chegando a 172 milhões em setembro. O principal motivo seria o crescimento do mercado móvel – ao todo, mais de 70 milhões de celulares em uso no Brasil, segundo a Morgan Stanley – o que levaria os cibercriminosos a ter como alvo tablets e smartphones, deixando os PCs e notebooks em segundo plano.
Segundo o Instituto Ponemon, os dispositivos móveis foram o maior foco das ameaças em 2014. Os principais ataques teriam origem em três fontes: SMS, phishings e aplicativos falsos, a maioria baixada fora de lojas oficiais de aplicativos como a App Store, do sistema iOS da Apple, e o Google Play, do Android.
Destaca-se que mais de 90% das infecções de vírus em dispositivos móveis podem ocorrer pela falta de atualização dos sistemas operacionais dos aparelhos. E podem ser evitadas se o usuário adotar hábitos de prevenção. Contudo, muitas pessoas são “clicadoras” compulsivas e, como resultado, não prestam atenção onde clicam. E, via de regra, os aplicativos só são instalados quando o usuário autoriza. De certa forma, instalar um aplicativo do qual não se sabe a procedência é o mesmo que abrir a porta de casa à noite para um estranho.
Portanto, baixar aplicativos ou apps somente de lojas oficiais é uma boa maneira de minimizar as chances de instalar arquivos maliciosos em tablets e smartphones. Apesar de haver riscos envolvidos, as empresas responsáveis por tais lojas costumam remover rapidamente aplicativos com problema, visando proteger o usuário.
Ao instalar aplicativos de outra fonte, o usuário promove uma quebra da proteção do sistema operacional por permitir a instalação de aplicativos não autorizados pela empresa, o que torna o sistema mais vulnerável a ameaças. E, muitas das vezes, o problema fica tão sério que o usuário se vê obrigado a formatar todo o celular.
Ressalta-se que há vários tipos de malwares para celulares, incluindo Cavalos de Tróia, spywares e vírus destrutivos. Uma das ameaças mais recentes é o Fake Defender, um malware exclusivo para Android, que trava o aparelho do usuário e exige o pagamento de um determinado valor como resgate.
No Brasil, ao invés de apps falsos, o que mais acontece é o ataque de phishing, em formato específico para usuários de smartphones e tablets, que manda uma mensagem falsa, via SMS ou redes sociais, como armadilha para “fisgar” vítimas incautas. Outra fonte de problemas para usuários de tablets e smartphones são redes Wi-Fi em locais públicos, como shoppings, aeroportos e restaurantes. 
Há o risco de haver, nestes lugares, falsos pontos de acesso Wi-Fi implantados por criminosos. O brasileiro precisa parar de usar tais redes sem preocupação. Não é recomendado usar aplicativos de bancos ou redes sociais nessas redes. Há sério risco de roubo da senha.
A adoção da prática conhecida como BYOD (sigla em inglês para “traga seu próprio dispositivo”) nas empresas também traz problemas para companhias e funcionários. As empresas ficam vulneráveis aos hábitos digitais dos colaboradores. De acordo com a Symantec, o custo médio anual causado às empresas brasileiras por incidente cibernético advindo de dispositivos móveis é de US$ 296 mil. Um cenário que tende a se agravar, já que a Gartner estima que, até 2018, 70% dos trabalhadores do mundo usarão dispositivos móveis no trabalho.
Observa-se que o sistema operacional móvel mais usado no mundo, o Android, é hoje também o principal alvo de vírus do mercado. Em 2012, o sistema do Google concentrou 79% das ameaças digitais criadas para dispositivos móveis, segundo pesquisa da finlandesa F-Secure. Na sequência, estaria o Symbian da Nokia, que foi descontinuado, com 19%, seguido pelo iOS da Apple, com 0,7%.
Além de ser a plataforma mais usada no mundo, com cerca de 70% do mercado – o equivalente a sete em cada dez smartphones –, o Android é um sistema aberto, o que pode aumentar os riscos.
Sistemas como Windows Phone e Blackberry OS, embora também sujeitos a infecções, são fechados e atualmente possuem menos vírus. Já o usuário de Android não pode se dar ao luxo de não usar antivírus, como os disponibilizados (gratuitamente) pela PSafe e pela Avast.
Muitas pessoas hoje enfrentam problemas de segurança no smartphone mesmo tendo instalado aplicativos diretamente da loja oficial Google Play. Em alguns casos, depois da instalação, as pastas do smartphone (como as de música, vídeos, entre outras) começam a se multiplicar sozinhas.
Quando se tenta apagar algumas, elas todas desaparecem e se perde todo o conteúdo. A solução muitas vezes passa por restaurar o sistema inteiro. Muitos aplicativos também carregam spam e propagandas que deixam o celular lento, ocupando um enorme espaço na memória do telefone.
Mas vírus e malwares não são mais privilégio de um único sistema operacional. Todos estão sendo cada vez mais visados, com ataques concentrados no Android e nos dispositivos móveis da Apple.
Até 2012, havia o mito da “imunidade a vírus” no sistema iOS. Este mito se desfez quando surgiu naquele ano o cavalo de Tróia Flashback, que se disfarça como um plugin do Adobe Flash. Foi um pesadelo para os devotos dos dispositivos móveis da Apple, pois este cavalo de Tróia conseguiu roubar milhares de nomes de usuários e senhas.
Um estudo da empresa SourceFire apontou, no ano passado, que o iOS acumulou um número maior de vulnerabilidades do que todos os seus concorrentes juntos nos últimos anos – 81%, contra 6% do Android. Mas o mesmo estudo destaca que a utilização do iTunes e as regras da Apple para apps em sua loja virtual acabam ajudando a proteger usuários e a reduzir casos de malware.
Veja agora a que se deve ficar atento, em relação a ameaças e proteção dos dispositivos móveis. Seguem nossas 4 dicas:
  • Sinais de que um dispositivo foi infectado por vírus: a bateria descarrega rapidamente; o aparelho tenta se conectar sozinho a outros, via Bluetooth; a conta do celular fica mais alta do que a de costume ou os créditos acabam muito rápido.
  • Riscos a que o usuário está exposto, se o dispositivo for infectado: vazamento de informações pessoais, como senhas e dados bancários; furto de imagens do álbum de fotografias; vazamento de dados da lista de contatos; destruição do sistema operacional do aparelho, podendo causar danos também ao hardware; ter ligações interrompidas ou impedidas.
  • Como remover vírus de tablets ou smartphones: apague o aplicativo suspeito de causar a infecção; instale um antivírus no aparelho e faça uma varredura; conecte o celular ao computador e faça uma varredura com um antivírus, como em um pen drive; se os passos anteriores não resolverem, restaure as configurações originais do aparelho (esta operação apaga todos os dados salvos no dispositivo).
  • Como proteger o dispositivo e evitar possíveis infecções: use senha para bloqueio e desbloqueio do aparelho; desconfie de SMS, mensagens de WhatsApp, redes sociais e e-mails que peçam senhas de acesso; procure instalar aplicativos somente de fontes seguras, tais como lojas oficiais; mantenha o sistema operacional atualizado; use um antivírus; jamais clique em links suspeitos; evite usar Wi-Fi gratuito; busque referências de outros usuários antes de instalar um aplicativo em seu dispositivo; verifique a lista de permissões do aplicativo (por exemplo, um app de alarme não deve solicitar acesso aos contatos para ser instalado).

Por fim, esperamos que tenhamos contribuído com nossas explicações e dicas de segurança para aparelhos móveis. Bons ventos a todos vocês, queridos leitores, e até o nosso próximo artigo!